Transtornos Atendidos

Alcoolismo

Doença crônica caracterizada pela dependência do álcool, com perda de controle sobre o consumo e sérios impactos na saúde, nos relacionamentos e na vida profissional.

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O que é

O alcoolismo é uma doença — não uma escolha — em que o consumo crônico de álcool gera dependência física e psíquica. Por ser uma droga lícita amplamente aceita socialmente, o dependente costuma demorar a reconhecer o problema, o que retarda a busca por ajuda. Na maioria dos casos, quando o tratamento é iniciado, o grau de comprometimento físico já é mais elevado do que em outras dependências químicas.

Sintomas

Os sinais mais comuns incluem: beber sozinho sem motivo aparente, ingerir quantidades cada vez maiores para sentir o mesmo efeito, dificuldade de parar após o primeiro drinque, tremores e ansiedade quando passa muito tempo sem beber, perda de memória e afastamento progressivo de familiares e amigos. Muitas vezes esses comportamentos são percebidos primeiro por quem convive com o dependente, pois ele tende a negar a própria condição.

Causas e fatores de risco

Não há uma causa única para o alcoolismo. Entre os principais fatores de risco estão a facilidade de acesso à bebida, o ambiente social que estimula o consumo e o histórico familiar de dependência. Há evidências de componente genético: filhos de pais alcoolistas têm maior predisposição a desenvolver a doença, embora o fator ambiental também seja determinante.

Diagnóstico

Não existe exame laboratorial específico para o diagnóstico. O psiquiatra realiza uma avaliação clínica detalhada com base nos critérios do CID-10: o diagnóstico é confirmado quando o paciente apresenta pelo menos três sinais de dependência nos últimos doze meses, como desejo compulsivo de beber, tolerância crescente, síndrome de abstinência e abandono de atividades importantes em função do álcool.

Tratamento

O processo começa com a desintoxicação supervisionada, fase em que são monitorados e tratados os sintomas de abstinência, como convulsões e alucinações. Em seguida, a psicoterapia — em especial a abordagem cognitivo-comportamental — ajuda o paciente a compreender os gatilhos do consumo e a desenvolver estratégias de prevenção de recaída. O tratamento contempla as dimensões biológica, psicológica e social, e o envolvimento da família é fundamental para o sucesso.

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