Transtornos Atendidos

Transtorno Obscessivo Compulsivo

Transtorno marcado por pensamentos intrusivos e repetitivos (obsessões) que geram ansiedade e levam à realização de rituais compulsivos para alívio temporário.

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O que é

O Transtorno Obscessivo Compulsivo (TOC) é uma condição psiquiátrica em que o indivíduo experimenta pensamentos indesejados, invasivos e persistentes — as obsessões — que provocam grande angústia. Para aliviar essa ansiedade, ele realiza comportamentos repetitivos ou rituais mentais — as compulsões. O alívio é temporário, criando um ciclo que pode consumir horas do dia e prejudicar gravemente a qualidade de vida.

Sintomas

As obsessões mais comuns envolvem medo de contaminação, dúvidas sobre se realizou ações necessárias (como fechar o gás ou trancar a porta), necessidade de simetria e ordem e pensamentos agressivos ou tabus indesejados. As compulsões incluem lavagem excessiva das mãos, verificações repetidas, contagem, organização rígida de objetos e rituais mentais como orar ou repetir frases silenciosamente.

Causas e fatores de risco

O TOC tem origem multifatorial, envolvendo predisposição genética, disfunções em circuitos cerebrais que regulam a resposta ao perigo e fatores ambientais como eventos estressantes ou traumáticos. É comum que o transtorno apareça na infância, adolescência ou início da vida adulta, muitas vezes de forma gradual.

Diagnóstico

O diagnóstico é realizado por psiquiatra ou psicólogo com base nos critérios do CID-10 ou DSM-5. Para ser classificado como TOC, as obsessões e compulsões precisam consumir mais de uma hora por dia ou causar sofrimento e prejuízo funcional significativo. É importante diferenciar o TOC de outros transtornos, como o transtorno de personalidade obsessivo-compulsiva, que tem natureza distinta.

Tratamento

A abordagem mais eficaz combina psicoterapia — especificamente a Terapia de Exposição e Prevenção de Resposta (EPR), modalidade da TCC — com medicação, geralmente inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS). A EPR consiste em expor o paciente gradualmente aos gatilhos das obsessões sem realizar os rituais, reduzindo progressivamente a ansiedade. O envolvimento e a orientação da família também são parte do processo.

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