O que é
Os transtornos alimentares são condições psiquiátricas sérias que envolvem comportamentos disfuncionais em relação à comida e ao corpo, como restrição alimentar extrema, episódios de compulsão seguidos de comportamentos compensatórios e preocupação excessiva com peso e imagem corporal. As formas mais conhecidas são a anorexia nervosa, a bulimia nervosa e o transtorno de compulsão alimentar periódica (TCAP).
Sintomas e sinais de alerta
Entre os principais sinais estão: emagrecimento acentuado, cuidado excessivo e rígido com a alimentação, desculpas constantes para não comer, uso de laxantes ou indução de vômitos, prática exagerada de exercícios, isolamento social e alterações de humor. A visão distorcida do próprio corpo — enxergar-se como acima do peso mesmo estando abaixo — é característica especialmente da anorexia.
Causas e fatores de risco
Os transtornos alimentares têm origem multifatorial. Entre os fatores de risco estão o histórico familiar de transtornos alimentares ou de humor, trajetórias de baixa autoestima e perfeccionismo, pressão sociocultural pelo corpo magro, traumas emocionais ou sexuais e alterações em neurotransmissores como serotonina e noradrenalina. É comum a presença de comorbidades como depressão, ansiedade e dependência química.
Diagnóstico
O diagnóstico é realizado com base nos critérios do CID-10 ou do DSM-5 por médico, psicólogo ou nutricionista. Instrumentos como o Teste de Atitudes Alimentares (EAT-26) e a Escala de Compulsão Alimentar Periódica (ECAP) auxiliam na triagem. A avaliação clínica completa considera histórico de peso, padrão alimentar, comportamentos compensatórios e presença de comorbidades psiquiátricas.
Tratamento
O tratamento é interdisciplinar, reunindo psiquiatra, psicólogo, nutricionista e clínico geral. Os objetivos incluem restaurar o peso e os hábitos alimentares saudáveis, tratar as complicações clínicas e abordar os conflitos emocionais subjacentes. Em casos graves — como rápida perda de peso, recusa alimentar ou alterações nos sinais vitais — a internação hospitalar pode ser necessária para garantir a segurança do paciente.

