Transtornos Atendidos

Depressão

Transtorno do humor que vai além da tristeza comum, causando sofrimento persistente, perda de energia e prejuízo significativo na qualidade de vida.

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O que é

A depressão é uma doença psiquiátrica que afeta o funcionamento cerebral e emocional do indivíduo, interferindo na forma como ele pensa, sente e age no cotidiano. Diferente de uma tristeza passageira, o quadro depressivo persiste por semanas ou meses e, sem tratamento adequado, tende a se repetir ao longo da vida. Pode ser classificada como leve, moderada ou grave, conforme a intensidade e o número de sintomas presentes.

Sintomas

Os sinais mais característicos incluem tristeza ou vazio persistente, cansaço extremo, irritabilidade, baixa autoestima, insônia ou sono em excesso, dificuldade de concentração, perda de interesse em atividades que antes eram prazerosas e pensamentos pessimistas ou recorrentes sobre a morte. Quando há ideação suicida, é fundamental buscar ajuda profissional imediatamente.

Causas e fatores de risco

A depressão resulta de uma combinação de fatores: histórico familiar, desequilíbrios neuroquímicos, estresse crônico, traumas físicos ou emocionais, sedentarismo, doenças clínicas como problemas cardíacos ou enxaqueca crônica, e uso de álcool ou outras drogas. Transtornos psiquiátricos associados, como ansiedade e dependência química, também elevam o risco.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito pelo médico com base no histórico clínico e familiar e nos critérios do CID-10: para confirmar um episódio depressivo, é necessária a presença de pelo menos dois sintomas centrais (humor deprimido, perda de interesse, fadiga) por no mínimo duas semanas, acompanhados de sintomas adicionais. Questionários e escalas validadas podem auxiliar na avaliação, mas não substituem a consulta especializada.

Tratamento

O tratamento mais eficaz costuma combinar acompanhamento psiquiátrico — com uso de antidepressivos quando indicados — e psicoterapia, especialmente a abordagem cognitivo-comportamental, que ajuda o paciente a identificar e modificar padrões de pensamento disfuncionais. Hábitos saudáveis como exercícios físicos regulares e dieta equilibrada são aliados importantes. Nos casos mais graves ou resistentes, técnicas como eletroconvulsoterapia podem ser avaliadas pelo especialista.

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